O meu amigo Ricardo escreve umas coisas – bastantes e boas. Há poucos dias publicou, no seu cantinho virtual, um poema em que pede para não ser traduzido. O que me pareceu a oportunidade perfeita para exercitar os músculos de tradutora e pseudo-poeta.
Sem mais demoras, aqui vai:

My friend Rick (see what I did there?) writes a little – and by “little”, I mean “lot”. A few days ago he published a poem on his online abode, asking not to be translated. Always up for a good challenge, I thought it would be the perfect opportunity to exercise my translation and poetry muscles.
Without further ado, here goes:

Tradução

não me traduzam.
nem em português nem em qualquer outra
língua

agarro-me à escrita
sem nexo, os calcanhares batem no léxico
e da pancada nasce
o poema

traduzir-me
tornar-me-á puta virtual
ao serviço de qualquer
olho

na ponta de outra língua
não existe verdade
só traços da sombra de
alguém
menos que
eu

Translation

don’t translate me.
in portuguese or any other
language

I hold on to sensless
writing, the heels hit the lexic
and from the pounding comes
the poem

translating me
will turn me into a virtual slut
at the service of any
eye

at the tip of another tongue
there is no truth
only shadow lines of
someone
less than
me

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