Como o antepassado milenar, duvido por não ver.

Há todo um sistema que fui descobrindo/criando/fixando para responder a comos e porquês. E que agora vacila. Porque uma ascensão – de acordo com os pilares – implicaria pôr os pés nas águas, na esperança de conseguir andar sobre elas. Aquilo que sinto ser verdade pede-me que seja temerária. Pior: livre. Dos pesos que fui acorrentando por não encontrar alternativa melhor.

Tens de te descalçar para que os teus pés fiquem livres para caminhar sobre as águas. E quem me garante sucesso senão uma crença que sempre soube não me dar garantias?

E é neste medo e neste impasse, que ouço vozes – bem reais e muito escutadas – que não se afundaram após remover os sapatos.

(a minha crença diz que há sinais)

Duvido por não ver – não vejo por ter medo de tentar abrir os olhos.

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