Alexandria: Why are you killing everybody? Why are you making everybody die?
Roy Walker: It’s my story!
Alexandria: Mine, too!

Era uma vez… laranjas. Um cavalo roubado, um cavalo partido. Uma borboleta rara e a alma nos dentes.

Uma história de amor improvável entre dois despedaçados, o The Fall é como aqueles sonhos com associações absurdas mas que o sonhador já acordado percebe onde a mente as foi buscar.

O humor é deliciosamente discreto (kudos para o jovem Darwin e o seu macaquinho de estimação, convenientemente chamado Wallace…) e a pequena Catinca Untaro um achado. Se alguém consegue salvar uma alma angustiada é ela e o seu inglês genuinamente macarrónico.

A história tem camadas que nunca mais acabam, com pormenores e ligações que seriam mais naturais num filme que antes foi livro. Mas, mais do que literário, o The Fall é uma fotografia de duas horas, sumptuosa e minimalista. É o melhor filme de fantasia de sempre por tudo o que tem de real: os palácios, muralhas, desertos, o mar de guardas mauzões; não há animais falantes e seres estranhos. A fantasia surge moldada pelo real – e o real acaba por ser modificado por ela.

Trailer aqui.

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