Para as três pessoas que chegaram a este espacinho à procura de Gomes, o Grande, um sincero bem-haja. Este é para vocês:

Bate-me algo no cérebro
Não há registos para parar

Tudo é vivido com intensidade

Os sons condensam-se e estão à acelerar.

O ritmo é estonteante:
As ondas rebentam.

Os morcegos acordam,

As flores sangram.

O céu mudou de lugar.
As luzes não deixam ver.

A escuridão tornou-se segura

Porque ao não constatar não posso sofrer.

João Gomes, #8 in Poemas na Madrugada
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2 thoughts on “gomesianismo II

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