Quando era pequena ensinaram-lhe a contar o tempo de forma matemática. Lógica, limpa e mecânica.
Já crescida, deu por si a tropeçar, desengonçada, nos momentos em que o ritmo se tornava mais complexo e surgia todo um arsenal de sinais confusos.
Assumiu a sua culpa, ignorância e falta de destreza e, toda humildade, pediu aos sábios que lhe ensinassem o tempo de novo. Os sábios, encantados com a nova discípula, perceberam que a falha não estava nela – e sim no sistema que utilizava.

Já crescida, reaprendeu a contar o tempo. De forma simples, quase infantil e bem mais eficaz.

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2 thoughts on “solfejo

  1. tenho zumbido muito acerca deste tema. pergunto-me se, acaso não fosse eu solteira, o assunto me preocuparia. mas isto é um parêntesis. a sensação que tenho é que as pessoas não procuram amor, procuram companhia. tentam com x, insistem duas semanas, seguem para y. é estranho.

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  2. ou tentam com x, não resulta lá muito bem mas, olha, não há mais ninguém por isso fico por aqui.o não saber estar sozinho também tem sido muito debatido por estes lados 😉

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