Estou na situação de uma criança gulosa que arranja emprego numa fábrica de chocolates. Um colega que, ao espreitar este site, descobriu que pai e filha são fãs do Pratchett, despejou-me a colecção toda do Discworld que lá tinha em casa. Agora, num desses livros, Moving Pictures, encontro um conceito que cito de cabeça:

“Que bom que é vivermos numa época em que podemos desenvolver os nossos talentos naturais. Quantos telegrafistas, encenadores ou mecânicos potenciais não passaram a vida toda como sapateiros, porque herdaram a profissão do pai e não tinham onde descobrir, educar e aplicar as suas capacidades.”

Pois, eu sempre cresci com a sensação de que “não é bem isto que eu quero” enquanto andava a estudar. Descobrir que podia ser bem pago a escrever anúncios foi uma epifania. E penso nas gerações mais novas, com todas as novas tecnologias e profissões que nascem como cogumelos. Só aos 40 anos é que comecei a ouvir falar em DJs (não perdi muito, adiante). E alguma vez me passaria pela cabeça que fosse possível haver cadeias de lojas que comercializam unhas…?!

A propósito de Moving Pictures. A cena final é uma mistura de Ben-Hur, E Tudo o Vento Levou e onde um demónio em forma de mulher gigante trepa pela torre da Academia dos Feiticeiros com um gorila na mão, debaixo de um ataque aéreo de magos nas suas vassouras…

Artur Tomé

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4 thoughts on “Uma era de oportunidades

  1. pois é. com tantas opotunidades e escolhas o “n é bem isto q eu quero” pode-se resolver bem. Mas como é q se resolve o “n faço ideia do q quero”? ou o “é isto mesmo, mas acho q tou a fazer asneira”?valéria.

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