Morreu, no princípio deste ano, um jovem de 87 anos. Morreu Will Eisner, o argumentista e ilustrador que, nas década de 30 e 40, ajudou a criar a onda editorial da BD americana de super-heróis que, na década de 50, criou Spirit, o primeiro dos heróis mascarados (sim, o Lee Falk criou o Fantasma, mais ou menos na mesma época, mas o grafismo e argumentos de Eisner eram muito mais inovadores) e que, na década de 80, voltou a inovar o mercado americano com as graphic novels.

Na década de 30, para além de autor, tornou-se também editor, tendo trabalhado com artistas como Bob Kane, o primeiro desenhador e co-autor de Batman e com Jack Kirby, outro dinossauro criativo, autor de ícones como o Capitão América e Quarteto Fantástico.

Como editor, talvez o seu maior desaire foi ter recusado o trabalho de dois jovens, Jerry Siegel e Joe Shuster, que procuravam quem publicasse o seu herói que dava pelo nome de Superman.

O principal prémio na área da BD tinha o seu nome, ainda ele era vivo e muitos trabalhos haveria de publicar desde então. “The building” e “A contract with God”. Foram duas das suas obras-primas (ok, se é obra-prima, só há uma, adiante) onde inundou as páginas com a sua ternura pelo ser humano, mesmo nas situações mais miseráveis, e com uma arte gráfica sempre inovadora e enganosamente simples.

Artur Tomé

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